A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) divulgou um informe sobre a defasagem do frete. Segundo a Associação, apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ter sido em torno dos 3%, o ano de 2011 foi muito instável para o Transporte Rodoviário de Carga (TRC), alternando meses bons com ruins e, no geral, a evolução do setor não foi suficiente para recompor os fretes praticados. “Este estudo da NTC&Logística apontou uma defasagem do frete em 11,95%. Vivenciamos esta realidade todos os dias e sabemos que é preciso mudar este cenário para que as transportadoras consigam realizar o transporte de carga de forma eficiente e assegurar os lucros”, destaca o Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), Gilberto Antonio Cantú.
Cantú afirma que assim como lembrou a NTC&Logística, o TRC enfrenta a cada dia novas imposições, restrições e dificuldades, como a falta de mão de obra, a restrição de circulação de caminhões, as exigências ambientais, a alta carga tributária, entre outros. “Transportar no Brasil é um grande desafio não só por estes fatores. É preciso lembrar também as condições das estradas e a falta de comprometimento com a importância de investimentos em infraestrutura em nosso país. Estamos trabalhando no limite”, diz.
O Presidente lembra ainda a Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre as rodovias, realizada em 2011, que mostrou que a quantidade de estradas consideradas ruins ou péssimas subiu de 25,4% para 26,9% em relação à pesquisa de 2010. Na mesma comparação, os trechos ótimos caíram de 14,7% para 12,6%. “O resultado é claro: ou mudamos a realidade desta defasagem do frete e os governantes olham com mais atenção para a falta de estrutura logística do Brasil, ou como noticiou a própria Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), podemos estar cada vez mais próximos de um apagão logístico”, finaliza. Fonte: ParanaShop |